quarta-feira, 26 de agosto de 2026Ao vivo
Notícias

Robô que aprende na hora: o futuro da IA

Por · · 2 min de leitura
Robô que aprende na hora: o futuro da IA
Photo-Illustration: WIRED Staff; Getty Images

Na semana passada, visitei a sede da startup Generalist AI, em Cambridge, Massachusetts, para acompanhar demonstrações de robôs que executam tarefas domésticas simples, como empilhar copos e colocar blocos em tigelas. O que chamou a atenção foi a rapidez com que as máquinas aprendiam, sem treinamento específico para cada atividade.

Em um dos testes, um robô recebeu a instrução de varrer um bloco para dentro de uma tigela usando uma vassoura e uma pá. Quando a vassoura foi retirada do ambiente, o robô improvisou e usou a própria pá para empurrar o objeto. Em outra demonstração, um robô de dois braços assistiu a um vídeo de alguém abrindo uma bolsa para retirar notas de dinheiro. Em seguida, ele repetiu a ação em uma bolsa diferente e, quando não conseguiu pegar o dinheiro com uma das garras, trocou para a outra para melhorar o ângulo.

Pete Florence, cofundador e CEO da empresa, comparou o sistema ao modelo GPT-3, da OpenAI, dizendo que a ideia é que o robô seja capaz de executar novas tarefas apenas com instruções, sem necessidade de exemplos repetidos. A empresa investe em um modelo geral de robô treinado por humanos, que usam luvas especiais com câmeras para realizar tarefas e gerar dados de treinamento. A companhia afirmou ter reunido uma grande quantidade desses dados.

Os cofundadores têm passagem por Google DeepMind e Boston Dynamics. Especialistas ouvidos pela reportagem, como Danfei Xu, do Georgia Tech, e Karen Liu, de Stanford, avaliam que a abordagem da empresa é promissora e próxima de uma aplicação comercial. Ainda assim, a Generalist admite que a taxa de sucesso dos robôs em tarefas novas é de cerca de 59%, abaixo do ideal de 99%.

Em um episódio recente, um engenheiro da empresa empilhava copos na frente de um robô de dois braços apenas para observar. A máquina passou a imitar o movimento e empilhou os copos sozinha, o que surpreendeu o próprio engenheiro. A empresa aposta que esse tipo de aprendizado rápido possa ser útil em ambientes como fábricas no futuro.

Leia também: conteúdos sobre mercado e o que publicamos sobre negócios.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X