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Manifesto de Zuckerberg sobre IA: 6.500 palavras, pouca substância

Por WTW19 · · 1 min de leitura
Manifesto de Zuckerberg sobre IA: 6.500 palavras, pouca substância
Getty Images

No episódio desta semana do podcast Uncanny Valley, da WIRED, os editores Brian Barrett, Leah Feiger e Zoë Schiffer analisam o manifesto sobre inteligência artificial escrito por Mark Zuckerberg, CEO da Meta. O texto, que tem mais de 6.500 palavras, foi publicado na segunda-feira e intitulado “O Futuro é para Todos”.

No documento, Zuckerberg defende que a concentração de poder de IA em poucas instituições é perigosa e que o acesso amplo aos modelos é a forma de difundir esse poder. A declaração é vista como uma crítica indireta a empresas como OpenAI e Anthropic, que mantêm controle mais rígido sobre seus modelos privados. Em um trecho, ele afirma que “esperar que um poder absoluto seja benevolente para a humanidade” não levou a resultados seguros ou positivos.

Leah Feiger comentou que a abordagem parece uma forma de disfarçar a frustração da Meta por não estar na liderança da corrida de IA. Ela lembrou que a empresa demitiu vários profissionais da equipe de IA há poucos meses e que a estratégia da companhia tem mudado constantemente. Brian Barrett acrescentou que a Meta investiu bilhões em um laboratório de superinteligência que ainda não apresentou resultados que a coloquem no mesmo nível dos principais concorrentes.

O episódio também discutiu o crescimento das entrevistas de emprego realizadas por bots, com candidatos agendando conversas em horários como 1h da manhã. Além disso, o repórter Andy Greenberg participou para falar sobre as pesquisas apresentadas nos eventos de segurança cibernética Black Hat e Defcon, incluindo um relógio inteligente infantil que foi hackeado e um dispositivo do tamanho de uma moeda capaz de invadir um Boeing 737.

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