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Esportes crescem no FAST em ritmo maior que novos canais

Levantamento da Gracenote mostra que oferta de jogos e eventos esportivos gratuitos avança mais rápido que a criação de canais dedicados

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Esportes crescem no FAST em ritmo maior que novos canais

A quantidade de programas e transmissões esportivas disponíveis em serviços de streaming gratuito por assinatura de anúncios, modelo conhecido como FAST, cresceu a um ritmo mais do que duas vezes superior ao aumento de canais dedicados ao esporte nesse formato. O dado é de um levantamento trimestral da Gracenote, unidade de inteligência de conteúdo da Nielsen, divulgado em 20 de agosto de 2026.

Segundo a análise, batizada de Data Hub e referente ao terceiro trimestre de 2026, o número de canais FAST classificados como esportivos subiu 13,8% na comparação anual, chegando a 264 no total. Já a quantidade de títulos esportivos distintos avançou 31,2% no mesmo período, enquanto o número de jogos e eventos individuais disponibilizados nessas plataformas cresceu 37,5%.

A Gracenote explica que cada um desses indicadores mede uma dimensão diferente do mercado. A contagem de canais mostra quantos espaços são dedicados exclusivamente ao esporte, enquanto a contagem de títulos revela a diversidade de produções oferecidas. Como um único título pode reunir dezenas de partidas ou competições, olhar para jogos e eventos separadamente dá uma ideia mais precisa do volume real de conteúdo esportivo em circulação.

Esporte também aparece fora dos canais especializados

Outro ponto identificado pelo estudo é a presença de conteúdo esportivo em espaços que não são originalmente dedicados a essa categoria. Em julho de 2026, transmissões de esporte apareceram em 20 canais FAST classificados fora do gênero esportivo, segundo a Gracenote.

A empresa compara esse comportamento ao que já acontece há décadas na TV aberta tradicional, em que emissoras generalistas exibem partidas e competições ao lado de sua grade voltada a entretenimento e jornalismo, sem serem canais de esporte propriamente ditos.

O crescimento do esporte também superou o desempenho geral do próprio ecossistema FAST. No mundo todo, o número total de canais FAST cresceu 17,5% no comparativo anual, chegando a 2.172, segundo a Gracenote. Já a distribuição total de vídeo avançou 18,6% e o total de títulos de programas de TV subiu 19,4%, patamares abaixo dos 31,2% registrados especificamente entre os títulos esportivos.

O que isso significa para o mercado de streaming gratuito

Para a Gracenote, o resultado indica que operadores de plataformas FAST passam a ter mais flexibilidade para montar grades variadas de programação esportiva, reduzindo a dependência de reprises constantes do mesmo conteúdo. A empresa avalia que, daqui para frente, a diferenciação entre concorrentes nesse mercado deve depender cada vez mais da variedade e do volume de programação oferecida, e não apenas do número de canais lançados.

O relatório da Gracenote, publicado originalmente em inglês pela própria Nielsen e replicado por veículos como Yahoo Finance, Señal News e Streaming Better, faz parte de um monitoramento trimestral que também acompanha catálogos de serviços por assinatura como Amazon Prime Video, Apple TV, Disney+, HBO Max, Netflix e Paramount+, além de mais de 2.170 canais FAST ao redor do mundo.

O que ainda falta esclarecer sobre o Brasil

As fontes consultadas não mencionam dados específicos sobre o mercado brasileiro de FAST, nem indicam se o crescimento de programação esportiva identificado pela Gracenote já se reflete em serviços disponíveis no país. Plataformas gratuitas por assinatura de anúncios como Pluto TV e Samsung TV Plus já operam no Brasil e incluem canais esportivos em seus catálogos, mas o estudo não detalha números por região nem cita essas marcas nominalmente.

Também não há, nas informações divulgadas, previsão de quando ou se a Gracenote pretende publicar um recorte específico para a América Latina. Até que isso aconteça, o dado confirmado é apenas o cenário global apresentado no relatório: mais jogos e eventos esportivos circulando no ecossistema FAST do que a simples abertura de novos canais sugeriria. Quem acompanha esportes por streaming gratuito no Brasil deve observar se as plataformas locais ampliam sua oferta de eventos ao vivo nos próximos meses, já que essa tendência internacional pode, ou não, se repetir por aqui.

Fontes consultadas

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