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Crítica de Ebert erra apelo de Thor

Por WTW19 · · 2 min de leitura

O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma avaliação do filme "Thor" (2011) que, com o tempo, se mostrou equivocada em relação a um personagem específico. Em sua crítica, Ebert deu ao filme apenas 1,5 de 4 estrelas, descrevendo-o como um fracasso como filme, mas um sucesso como marketing.

Na avaliação, Ebert disse que o roteiro e os personagens eram superficiais. No entanto, foi sua descrição do vilão Loki, interpretado por Tom Hiddleston, que mais chamou a atenção. O crítico afirmou que o personagem "carecia tristemente de carisma" e que a reviravolta de Loki ser o vilão era previsível. "Ele poderia estar usando um crachá: 'Oi! Não confie em mim!'", escreveu Ebert, questionando se o público se lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.

A história mostrou que Ebert estava errado. Loki se tornou um dos personagens mais queridos do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Diferente de muitos vilões de filmes de super-heróis, que morrem ou desaparecem, Loki continuou aparecendo. O personagem transformou Tom Hiddleston em um símbolo sexual e, em 2021, ganhou sua própria série de TV.

O apelo do Loki de Tom Hiddleston

O filme "Thor" apresentou Loki como um vilão simpático. Nos quadrinhos, Loki era um trapaceiro que sentia desprezo pelo irmão Thor. O UCM o transformou em um personagem trágico. O Loki de Hiddleston ama sua família, especialmente seu pai Odin (Anthony Hopkins). Ele quer o trono de Asgard não por poder, mas porque sente que Odin sempre o ignorou em favor de Thor.

A situação piora quando Loki descobre que não é um asgardiano de verdade, mas um gigante de gelo de Jotunheim, abandonado quando bebê e criado por Odin. Para Loki, o suposto favoritismo de Odin por Thor faz sentido. Mesmo assim, ele não trai a família de imediato, mas tenta destruir Jotunheim para provar que é um verdadeiro asgardiano. Essa queda trágica é mais complexa do que a jornada de Thor para aprender humildade.

Em 2012, no filme "Os Vingadores", Loki se tornou um supervilão de verdade. Hiddleston mostrou que sabia interpretar tanto a frieza quanto a megalomania. O público adorou o novo Loki, e o filme seguinte, "Thor: O Mundo Sombrio" (2013), foi refeito para dar mais tempo de tela ao personagem. A crítica de Ebert para "Os Vingadores" não menciona Hiddleston ou Loki fora da sinopse, então não se sabe se a segunda aparição do personagem o impressionou mais. Quinze anos depois, a legião de fãs de Loki continua forte.

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