Wi-Fi em toda casa: mesh ou roteador? Entenda a diferença

Ter Wi-Fi em toda a casa é um dos principais desafios para quem usa dispositivos inteligentes. A escolha entre um roteador tradicional e um sistema mesh depende do tamanho do imóvel e da quantidade de obstáculos.
O sinal de Wi-Fi perde força ao encontrar materiais como concreto armado, vidros com película e superfícies metálicas. O número de dispositivos conectados também influencia: um roteador comum começa a ficar lento com 20 a 30 conexões simultâneas.
O roteador convencional funciona bem em casas de até 70 m², com planta aberta e até 25 aparelhos conectados. A potência de transmissão é limitada pela Anatel, então mais antenas não garantem maior alcance.
O sistema mesh é formado por módulos que criam uma única rede. Quando o usuário se move, a conexão é transferida automaticamente entre os módulos sem quedas. É indicado para casas com mais de um andar, paredes grossas e muitos dispositivos inteligentes.
O repetidor de sinal, diferente do mesh, corta a velocidade pela metade. Ele usa o mesmo canal para receber e retransmitir o sinal, reduzindo a largura de banda em cerca de 50%. O mesh evita isso usando canais dedicados para a comunicação entre os módulos.
Para melhorar o Wi-Fi, o roteador deve ficar em local elevado e central, longe de metais e eletrodomésticos. Em sistemas mesh, os módulos secundários devem ser instalados no ponto médio entre o principal e a área sem sinal. Manter o firmware atualizado e separar a rede para dispositivos IoT também ajuda no desempenho e na segurança.