Tesouro Direto: app será desativado; veja o que muda

O aplicativo oficial do Tesouro Direto será desativado no dia 17 de agosto. A partir dessa data, os investidores precisarão consultar a carteira e fazer operações pelo Portal do Investidor ou pelo aplicativo da instituição financeira onde possuem conta. Os títulos já comprados não sofrerão alterações, e não será necessário transferir ou modificar as aplicações.
De acordo com a B3 e o Tesouro Direto, o software atual será substituído por uma nova versão, que ainda não tem data de lançamento definida. A desativação faz parte da troca do aplicativo atual por uma nova versão desenvolvida pela B3, que opera o programa em parceria com o Tesouro Nacional. O objetivo é reunir os principais serviços em um único ambiente e modernizar a experiência dos investidores.
Novo aplicativo e acesso aos investimentos
A nova versão do aplicativo já está em fase de testes, embora não tenha previsão de lançamento. Segundo a B3, a primeira versão permitirá investir via Pix, acompanhar saldo e rendimentos, consultar o histórico de movimentações, solicitar resgates e usar um simulador para estimar o rendimento das aplicações. Investidores interessados podem se inscrever no programa beta para testar a plataforma antes da estreia oficial. Os participantes poderão responder pesquisas e enviar sugestões para aprimorar o app antes do lançamento para o público geral.
Depois da desativação, o usuário deve acessar os investimentos pelo Portal do Investidor, versão web do Tesouro Direto. O ambiente reúne informações sobre a carteira, histórico de operações, extratos e acompanhamento dos títulos. Também será possível consultar investimentos e realizar operações pelo aplicativo ou internet banking do banco ou da corretora onde a aplicação foi feita. A maioria das instituições participantes já oferece compra, venda e acompanhamento dos títulos públicos em suas próprias plataformas.
Não será preciso transferir os títulos para outra instituição nem realizar qualquer procedimento para manter os investimentos. As aplicações permanecem registradas normalmente em nome do investidor. O governo também pretende criar uma alternativa às "caixinhas", conforme noticiado recentemente.