quarta-feira, 29 de julho de 2026Ao vivo
Insights

Nível do Guaíba: atenção, mas inundação não é descartada

Por WTW19 · · 2 min de leitura

O nível do Guaíba, em Porto Alegre, está normal nesta segunda-feira (27), mas os próximos dias podem trazer mudanças. Um boletim hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS mostra a possibilidade de o Guaíba ultrapassar a cota de inundação a partir do dia 3 de agosto.

Essa possibilidade aparece em apenas um dos quatro cenários meteorológicos considerados pelo boletim. Nos outros três, o Guaíba não chegaria à cota de alerta, ficando abaixo também da cota de inundação no centro da Capital.

O boletim destaca que os quatro cenários concordam com a possibilidade de chuvas persistentes, mas divergem sobre os locais específicos onde as chuvas serão registradas. Essa diferença geográfica das chuvas pelo interior do Estado definirá se, dias depois, o Guaíba ficará mais ou menos elevado.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reforça que não vê possibilidade de o Guaíba alcançar a cota de inundação. A informação foi dada durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. A hidróloga Vanderleia Schmitz, da Defesa Civil, afirmou que os cenários de meteorologia disponíveis não indicam cota de inundação para o Guaíba, no máximo cota de atenção para o dia 31 ou dia 1º.

A Defesa Civil afirma que utiliza os modelos meteorológicos globais mais adequados para previsão de eventos extremos, como o europeu (ECMWF) e o americano (GFS). Ambos são atualizados com frequência e tendem a ser mais assertivos. O cenário apontado pelo SGB e pelo IPH, por sua vez, é previsto por outro modelo de previsão: o ETA.

O meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet, explicou que o modelo mais pessimista para o Guaíba depende de as chuvas se concentrarem mais ao norte do Estado nos próximos dias. Caso a chuva estacionária fique cerca de 100 a 150 quilômetros ao Norte, as bacias contribuintes do Guaíba receberiam o acumulado e, dias depois, o volume desembocaria no lago.

O professor de hidrologia da UFRGS, Rodrigo Paiva, reforça que há incerteza sobre a localização e o volume das chuvas, o que sustenta as divergências de cenários. O governador Eduardo Leite ressaltou a necessidade de monitoramento contínuo, afirmando que não adianta cravar agora com as informações disponíveis.

A Defesa Civil do Estado pontuou que, mesmo que concordem, os modelos da Defesa Civil e do SGB são diferentes. Entre esta segunda-feira e domingo (2), os acumulados podem ultrapassar 200 mm em diversas regiões. O volume já pressiona mananciais gaúchos e coloca pelo menos sete rios em alerta de inundação: Ibicuí, Ibirapuitã, Santa Maria, Quaraí, Jacuí, Caí e Sinos.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X