Navios japoneses ilesos no Golfo Pérsico
Não há relatos de danos graves a navios ligados ao Japão ou de ferimentos entre tripulantes japoneses no Golfo Pérsico, segundo informou a associação do setor marítimo do país. O presidente da Associação de Armadores do Japão (JSA), Nagasawa Hitoshi, também afirmou que a entidade está pedindo ao gov
Não há relatos de danos graves a navios ligados ao Japão ou de ferimentos entre tripulantes japoneses no Golfo Pérsico, segundo informou a associação do setor marítimo do país. O presidente da Associação de Armadores do Japão (JSA), Nagasawa Hitoshi, também afirmou que a entidade está pedindo ao governo que ajude a reabrir a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Nagasawa falou em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira. Ele disse que 45 navios relacionados ao Japão e 24 tripulantes japoneses permanecem na área. Segundo ele, algumas embarcações sofreram danos, mas não foram registrados danos graves, e o contato é mantido permanentemente por meio de comunicações via satélite e outros métodos.
O presidente da JSA afirmou que há comida, água e combustível suficientes, pois os navios têm estoques a bordo e os suprimentos estão disponíveis em portos do Golfo.
Nagasawa disse que os membros da tripulação conseguem ver foguetes e outros objetos sobrevoando a área, “o que torna difícil dizer que estão calmos”. No entanto, ele afirmou acreditar que eles permanecem focados em sua missão e continuam fazendo seu trabalho. Ele acrescentou que “é extremamente difícil para eles continuarem indefinidamente sem uma perspectiva clara”.
O líder da associação declarou que a JSA continuará trabalhando em estreita colaboração com as empresas de navegação e os ministérios e agências governamentais relevantes, compartilhando informações e por outros meios.
Ele disse esperar que a navegação pelo estreito possa ser retomada o mais rápido possível. A situação na região segue sendo monitorada de perto pelo setor, que prioriza a segurança das embarcações e de suas tripulações. A interrupção da rota pelo Estreito de Ormuz, por onde passa uma parte expressiva do comércio marítimo global, em especial de petróleo, gera preocupação com impactos na logística e no abastecimento.