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Mágico de Oz: 87 anos do clássico que marcou o cinema

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Mágico de Oz: 87 anos do clássico que marcou o cinema
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Há exatos 87 anos, em 25 de agosto de 1939, a Metro-Goldwyn-Mayer lançava O Mágico de Oz nos cinemas de todo os Estados Unidos. O filme, uma fantasia musical baseada em um livro infantil do início do século XX, chegou em um momento em que o país ainda se recuperava da Grande Depressão e o mundo se aproximava de um conflito global. A produção, que teve um custo alto para a época, não recuperou o investimento de imediato, mas se tornou um marco cultural assistido por gerações.

A história começou quatro décadas antes. Em 1900, o escritor L. Frank Baum publicou O Maravilhoso Mágico de Oz. O livro conta a história de Dorothy Gale, uma garota do interior do Kansas que é levada por um ciclone para a terra mágica de Oz. Lá, ela faz amizade com o Espantalho, que quer um cérebro, o Homem de Lata, que deseja um coração, e o Leão Covarde, que busca coragem. Os quatro seguem pela estrada de tijolos amarelos até a Cidade das Esmeraldas para pedir ajuda ao misterioso Mágico. O livro foi um sucesso imediato e Baum escreveu mais treze continuações antes de morrer, em 1919.

Hollywood percebeu o potencial da história cedo. O sucesso de Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney, em 1937, convenceu os estúdios de que havia mercado para grandes produções de fantasia musical. A MGM comprou os direitos e escalou Mervyn LeRoy como produtor. A produção teve vários diretores: Richard Thorpe começou, George Cukor ajustou os personagens, Victor Fleming dirigiu a maior parte das cenas coloridas e King Vidor finalizou as sequências em preto e branco do Kansas.

O elenco teve Judy Garland, de 16 anos, como Dorothy. Ray Bolger foi o Espantalho, Jack Haley o Homem de Lata e Bert Lahr o Leão. Margaret Hamilton viveu a Bruxa Má do Oeste e Frank Morgan interpretou o Mágico. Uma das mudanças em relação ao livro foi transformar os sapatos de prata em sapatos de rubi, para aproveitar o novo processo de cor Technicolor. As músicas de Harold Arlen e E.Y. Harburg, como Over the Rainbow, se tornaram parte da história.

As filmagens duraram meses e foram desgastantes por causa da iluminação forte do Technicolor e das fantasias pesadas. O custo final foi de cerca de US$ 2,8 milhões, uma das produções mais caras da MGM na época. A resposta do público no lançamento foi morna e o estúdio teve prejuízo na primeira exibição. O filme recebeu indicações ao Oscar e venceu nas categorias de trilha sonora e canção original, por Over the Rainbow. Judy Garland também ganhou um Oscar juvenil especial.

A fama do filme cresceu com o tempo. As reexibições nos anos 1940 ajudaram a equilibrar as contas. A primeira transmissão na televisão, em 1956, atraiu um público enorme e criou uma tradição anual que apresentou a história a novas gerações. Frases, imagens e músicas do longa entraram para o dia a dia e continuam influenciando artistas. Hoje, 87 anos depois da estreia, O Mágico de Oz segue como um dos grandes filmes do cinema americano, uma ponte entre um clássico da literatura infantil e a era de ouro dos musicais de Hollywood.

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