Lamar Odom Revela Teoria de Overdose e Lembra Kobe
O ex-jogador do Los Angeles Lakers, Lamar Odom, está contando sua história completa no documentário da Netflix Untold: The Life and Death of Lamar Odom, que será lançado em 31 de março. Em entrevista, ele falou sobre a overdose quase fatal que sofreu em 2015. Odom revelou uma nova teoria sobre o inc
O ex-jogador do Los Angeles Lakers, Lamar Odom, está contando sua história completa no documentário da Netflix Untold: The Life and Death of Lamar Odom, que será lançado em 31 de março. Em entrevista, ele falou sobre a overdose quase fatal que sofreu em 2015.
Odom revelou uma nova teoria sobre o incidente. “Muitas pessoas provavelmente pensaram que um viciado em drogas foi a um bordel, comprou um grande pacote de cocaína e teve uma overdose”, disse ele. “Eu morava em Vegas e não tinha uma conexão para cocaína ainda. Então, eu considerei isso como um atentado”.
Quando questionado se acreditava que alguém tentou matá-lo, Odom respondeu: “Só pense nisso. Eu não usei cocaína naquela noite, naquele dia. E você é testado para isso. Não foi um atentado estilo ‘O Poderoso Chefão’, mas acho que alguém sabia que eu tinha um vício e uma fraqueza por drogas e mulheres, e pensou que seria a melhor hora de me eliminar”.
Ele também refletiu sobre sua recuperação, descrita como milagrosa pelos médicos. “Eu tive 12 derrames e seis ataques cardíacos. Todos os meus médicos dizem que sou um milagre ambulante”, relatou Odom. Ele usou a experiência para alertar sobre os perigos das drogas. “Espero que as pessoas tirem das histórias: não usem drogas, especialmente se você for um viciado, o que significa que você tem um cérebro doente”.
Odom falou sobre a importância de estar presente e consciente, agradecendo a Deus pela vida. Ele também destacou como o vício afeta não só o indivíduo, mas toda a família, incluindo filhos, tios, sobrinhos e outros parentes.
No documentário, o ex-técnico Phil Jackson participa. Odom o descreveu como um professor importante em sua vida. “Eu era um de seus soldados. Aprendi muito praticando meditação e trabalho em equipe”, disse ele, creditando parte do sucesso dos Lakers, inclusive o título do Jogo Sete contra o Boston Celtics, a essas práticas.
Além de Jackson, Odom citou Pat Riley como outro de seus professores favoritos no basquete. Ele comparou os dois treinadores. “É como yin e yang. Um vai te ensinar a correr através da parede. Esse é o Pat Riley. E o outro vai te ensinar a mover o mundo com sua mente”, explicou, referindo-se às sessões de meditação em grupo comandadas por Jackson.
Odom também mencionou seu ídolo, Magic Johnson. “Meu maior ídolo. Magic Johnson. Eu sempre tentei moldar meu jogo como o dele”. Ele revelou que, se pudesse refazer algo em sua carreira, teria insistido para jogar como armador na faculdade para ser draftado nessa posição.
Sobre sua passagem pelos Lakers, que ofuscou suas atuações por outros times, Odom comentou a troca que o levou para a equipe. Ele estava no Los Angeles Clippers quando foi incluído na negociação que envolvia Shaquille O’Neal. “Eu poderia ter dito não”, afirmou. No entanto, a chance de jogar ao lado de Kobe Bryant, que ele já conhecia antes da NBA, o fez aceitar. “Quando você é um campeão pelo Lakers, você sempre se lembra. Você é sempre reverenciado nesta cidade”.
Odom, que hoje tem 46 anos, avalia que tomou a decisão certa ao aceitar a troca, que lhe rendeu dois anéis de campeão da NBA. Ele finalizou reforçando a mensagem de superação e a importância de usar sua plataforma para inspirar outras pessoas a buscarem dias melhores, longe do vício.