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FIFA troca camisa do Haiti antes da Copa

A seleção do Haiti foi obrigada a modificar o design do seu uniforme antes de estrear na Copa do Mundo de 2026, contra a Escócia. O motivo foi a presença de elementos gráficos inspirados na revolução haitiana e na Batalha de Vertières, que a FIFA considerou incompatíveis com seu regulamento. O unifo

Por WTW19 · · 2 min de leitura

A seleção do Haiti foi obrigada a modificar o design do seu uniforme antes de estrear na Copa do Mundo de 2026, contra a Escócia. O motivo foi a presença de elementos gráficos inspirados na revolução haitiana e na Batalha de Vertières, que a FIFA considerou incompatíveis com seu regulamento.

O uniforme foi criado pela fabricante colombiana Saeta em parceria com a Federação Haitiana de Futebol. A ideia era homenagear o povo haitiano. A versão final do manto trazia uma cena da Batalha de Vertières, um momento decisivo na guerra pela independência do país. Na parte inferior da camisa, havia silhuetas de soldados e a bandeira da independência.

Para a Saeta, o desenho não tinha um propósito político, mas sim o de celebrar “o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano”. A FIFA, no entanto, pediu mudanças antes do início do torneio. A entidade entendeu que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados de diferentes maneiras, com base em suas regras que proíbem mensagens políticas nos equipamentos.

A fabricante colombiana aceitou alterar o design poucos dias antes da competição. O pedido da FIFA pegou muitos de surpresa, já que a camisa havia sido lançada semanas antes e a entidade já havia iniciado os procedimentos de validação dos uniformes.

Polêmica com a bandeira polonesa

O caso ganhou novas proporções nas redes sociais. Em algumas imagens promocionais da camisa azul, a bandeira ao lado dos soldados aparecia nas cores branca e vermelha. Isso levou alguns internautas e veículos de imprensa poloneses a associarem o símbolo à Polônia. A teoria se baseava em um fato histórico: em 1802, soldados poloneses enviados por Napoleão se juntaram aos rebeldes haitianos na luta pela independência.

A Saeta negou essa interpretação rapidamente. A empresa afirmou que a bandeira era a da independência haitiana, mas que as cores foram clareadas para que pudesse ser vista no fundo azul da camisa.

Caso semelhante com a Ucrânia

A situação do Haiti lembra o que ocorreu com a Ucrânia antes da Eurocopa de 2021. Na ocasião, o uniforme ucraniano gerou polêmica por estampar um mapa do país que incluía a Crimeia e o slogan “Glória aos nossos heróis”. Após negociações, a UEFA chegou a um acordo com a federação ucraniana e pediu a remoção de parte das inscrições.

Em ambos os casos, as federações e os fabricantes defenderam que as referências eram históricas e culturais. Já as entidades esportivas optaram por evitar qualquer risco de interpretação política.

O episódio mostra como o uniforme de futebol vai além de uma simples peça de vestuário. Ele pode refletir a história, a cultura e a memória de um povo, mas essa mesma característica o torna um tema delicado para as autoridades do esporte.

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