sexta-feira, 19 de junho de 2026Ao vivo
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Empresas se adaptam à reforma tributária, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tribut

Por WTW19 · · 3 min de leitura

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Perguntado sobre como foi a adaptação das empresas neste início de ano com as mudanças nos documentos fiscais, Idésio afirmou que passaram pela entrada dos documentos eletrônicos em janeiro e fevereiro, meses em que os clientes se adaptaram e aprenderam o novo desenho. Ele disse que conseguiram passar pela fase de adaptação com proximidade com as empresas para entender os principais desafios, principalmente nos layouts dos documentos municipais, a NFS-e. A empresa entregou o primeiro módulo, de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Edinilson Apolinário disse que, no final do ano, montaram um “esquadrão da reforma”, o que ajudou as empresas a navegarem bem nesse início de ano. Segundo ele, as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram muito bem na parte de documentos fiscais de mercadorias, conhecimento de transporte e NFC de varejo, que eram documentos mais maduros. Ele apontou que os municípios estão tendo desafios, pois muitos não definiram se vão para o modelo nacional ou se adotarão o local. Muitos municípios deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que permitiu que não houvesse travamento de emissão.

Sobre os novos módulos, Idésio explicou que trabalham para conectar a jornada tributária de uma empresa. Eles têm o motor de cálculo que busca determinar o tributo, que depois vem para os documentos fiscais eletrônicos. A reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação, que trabalha no nível do documento fiscal, permitindo fazer a auditoria do próprio documento, o que evita erros e facilita o trabalho do gestor fiscal e de auditorias futuras. Edinilson complementou que tudo acontece agora em tempo real e que é preciso criticar a pré-apuração, olhando as transações no ERP e nos sistemas internos diariamente.

Questionados sobre as dificuldades de ter o sistema federal da CBS e um sistema separado do IBS, Edinilson disse que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado, e por isso o contexto de apuração assistida é calcado na visão da CBS. No caso do IBS, o piloto começou em janeiro. A empresa preparou a solução para receber informações de sistemas diferentes, com a expectativa de que não haja diferença estrutural, trabalhando com a arquitetura de que o profissional terá a mesma tela.

Sobre a preocupação com parceiros que não estão tão preparados, Idésio afirmaram que fizeram com algumas empresas uma solução em que trabalham a cadeia de fornecimento. Como os produtos são feitos para grandes empresas, propuseram para alguns clientes com dificuldade na cadeia replicar a solução, viabilizando isso economicamente.

Edinilson disse que as empresas estão em outro momento, saindo do pensamento de monitorar regras para uma atuação mais prática e operacional, ligada a sistemas e processos. Quem já se preparou está olhando para soluções fiscais para navegar no novo modelo de apuração em tempo real. O segundo ponto é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos, pois os contratos que vencem agora, de médio e longo prazo, já precisam ser renovados com o novo modelo.

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