Delator ligado a Gritzbach negociou com alvo dos EUA
O empresário Antônio Vinícius Gritzbach, morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024, fez uma delação à Polícia Civil de São Paulo em que citou uma empresa que negociava com um alvo de sanções dos Estados Unidos. A informação consta em documentos obtidos pelo UOL.
Segundo a delação, a empresa em questão mantinha negócios com uma pessoa física ou jurídica que estava na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Gritzbach detalhou como funcionava a relação comercial e repassou nomes de envolvidos.
A delação de Gritzbach ocorreu antes de sua morte. Ele foi executado a tiros por dois homens no desembarque do aeroporto, em um crime que chocou o país. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo.
As autoridades norte-americanas foram informadas sobre o conteúdo da delação. A informação pode ajudar em investigações sobre lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas, já que a empresa citada negociava com um alvo dos EUA.
Operação da PF prende secretária sancionada
A Polícia Federal deflagrou uma operação que resultou na prisão de uma secretária municipal que estava na lista de sanções dos Estados Unidos. A mulher é acusada de ter ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a PF, a secretária atuava como intermediária entre o PCC e empresários. Ela facilitava negócios e lavagem de dinheiro para a facção criminosa. O empresário que seria o principal contato dela está foragido.
A operação foi realizada em conjunto com o Ministério Público e a Receita Federal. Os investigadores cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados à secretária. A defesa dela ainda não se manifestou.
O caso está relacionado às investigações sobre o PCC. A facção criminosa tem atuado em diversos estados brasileiros e também no exterior, com ramificações em países como Paraguai e Bolívia.