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Como São Paulo convenceu Dorival

O retorno de Dorival Júnior ao comando técnico do São Paulo foi definido em uma operação que envolveu corrida contra o tempo, redução salarial e mobilização da diretoria. A decisão de contratar o treinador foi tomada ainda no vestiário após a eliminação para o Juventude, em Caxias do Sul. Logo depoi

Por WTW19 · · 2 min de leitura

O retorno de Dorival Júnior ao comando técnico do São Paulo foi definido em uma operação que envolveu corrida contra o tempo, redução salarial e mobilização da diretoria. A decisão de contratar o treinador foi tomada ainda no vestiário após a eliminação para o Juventude, em Caxias do Sul.

Logo depois da derrota por 3 a 1 no Alfredo Jaconi e da demissão de Roger Machado, Rui Costa e Rafinha, que estavam com a delegação no Rio Grande do Sul, começaram a discutir o nome do substituto com o presidente Harry Massis Júnior, que permaneceu em São Paulo. A definição foi imediata: o próximo técnico deveria ser Dorival Júnior, tratado como prioridade pela identificação com o clube e pelo histórico recente.

Rui Costa e Rafinha decidiram ficar em Porto Alegre após a saída da delegação. O plano era viajar para Florianópolis na manhã seguinte para conversar pessoalmente com o treinador. Nos primeiros contatos por telefone, Dorival já demonstrou desejo de retornar ao Morumbis, o que acelerou o processo. Um advogado do clube também viajou de São Paulo para participar do encontro e encaminhar a documentação.

Dorival recebeu a comitiva ao lado da família. O auxiliar Lucas Silvestre, filho do treinador, não participou porque estava viajando. Segundo apurou o UOL, Dorival demonstrou forte interesse em retornar e reduziu significativamente a pedida inicial apresentada ao São Paulo. A diretoria sabia que a negociação envolveria valores altos, por se tratar de um dos técnicos mais vencedores do futebol brasileiro.

Para viabilizar o acordo, o São Paulo apresentou um contrato até o fim da temporada, sem multa rescisória para nenhuma das partes. Um interlocutor lembrou que Dorival normalmente não aceita vínculos nesses moldes, mas abriu exceção pela relação com o clube.

A reunião em Florianópolis avançou pela noite e entrou pela madrugada, mas terminou inicialmente sem acordo. Durante a negociação, Rui Costa e Rafinha mantiveram contato com Harry Massis Júnior, que dava as aprovações. O acerto foi sacramentado na manhã de sexta-feira.

Após a conclusão, Rafinha retornou a São Paulo. Rui Costa e o advogado ficaram em Florianópolis para finalizar a documentação e liberar o anúncio oficial. Durante a reunião, Dorival fez perguntas sobre o momento do clube, a estrutura do departamento de futebol e as possibilidades de mercado para a temporada.

O retorno do treinador gerou repercussão interna no CT da Barra Funda. Integrantes da comissão técnica de Dorival e pessoas próximas entraram em contato com funcionários antigos do clube durante a negociação, demonstrando entusiasmo com a volta ao São Paulo.

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