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ATP Roma 2026: O Tênis é uma Corrida

O tenista italiano Luciano Darderi, atual número 20 do ranking mundial, concedeu uma entrevista exclusiva antes do início do Internazionali d’Italia, em Roma. Para ele, o torneio representa a semana mais especial do ano, por ser disputado na cidade onde viveu por muitos anos. Darderi, conhecido como

Por WTW19 · · 2 min de leitura

O tenista italiano Luciano Darderi, atual número 20 do ranking mundial, concedeu uma entrevista exclusiva antes do início do Internazionali d’Italia, em Roma. Para ele, o torneio representa a semana mais especial do ano, por ser disputado na cidade onde viveu por muitos anos.

Darderi, conhecido como “Luli”, começou a carreira ainda criança no então Forma Center, hoje Villa York Sporting Club, onde seu pai Gino era mestre de tênis. O jogador conta que sente uma energia diferente ao pisar em Roma. “Fin da quando metto piede in città sento qualcosa di diverso”, afirmou. Ele destaca a presença de amigos nas arquibancadas e a pressão natural que todos os italianos sentem ao jogar em casa.

No sorteio do torneio, Darderi teve o benefício de um bye na primeira rodada, garantindo alguns dias extras de descanso. No segundo jogo, enfrentará o vencedor do confronto entre o polonês Hubert Hurkacz e o alemão Yannick Hanfmann. “Esperamos para ver quem vence, mas tem um jogador contra quem perdi há algumas semanas em Monte Carlo”, lembrou, referindo-se a Hurkacz. “Estou pronto para lutar e me divertir.”

O tenista falou sobre suas ambições no ranking. “O ranking diz que sou o número 20. É só um número. Trabalhamos sempre para avançar e acredito que posso chegar ao Top 10”, declarou. Ele reconhece que as posições mais altas são as mais difíceis de alcançar, mas sente que está perto de dar um grande salto.

Sobre os desafios físicos e mentais da temporada, Darderi explicou que mudou sua estratégia este ano. Para preservar a saúde mental, optou por não disputar torneios Challenger entre os Masters 1000. “Isso me permite treinar mais e descansar melhor. Às vezes você se machuca porque joga sem parar”, disse. Ele também evita pensar nos pontos que precisa defender de vitórias passadas, como as conquistas em Bastad e Umago no ano anterior. “Se os top 10 pensassem assim, não conseguiriam jogar tênis”, completou.

O italiano também comentou sobre a semelhança entre as superfícies das quadras atuais. “Estou no circuito há três anos, então não posso comparar com décadas atrás. Mas ouço que nos quatro Grand Slams as quadras são bastante parecidas hoje”, observou. Ele acredita que as diferenças ainda existem em torneios menores, como os ATP 250.

O treinamento de Darderi em Roma contou com a presença do pai Gino e do técnico Emiliano Privado, atual campeão mundial acima de 40 anos. O jogador destacou a importância de ter uma equipe que considera uma “família estendida”.

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