Aposta da Apple na F1 Começa
A aposta da Fórmula 1 e da Apple começa neste fim de semana. A Fórmula 1, a principal categoria do automobilismo, está pronta para um grande ano de 2026. Novas regras para carros e motores, além de novas equipes como Audi e Cadillac, devem atrair mais atenção para a categoria. Há uma grande mudança
A aposta da Fórmula 1 e da Apple começa neste fim de semana.
A Fórmula 1, a principal categoria do automobilismo, está pronta para um grande ano de 2026. Novas regras para carros e motores, além de novas equipes como Audi e Cadillac, devem atrair mais atenção para a categoria.
Há uma grande mudança no importante mercado dos Estados Unidos. A ESPN, que transmitia a F1, não fará mais as transmissões. Em seu lugar, estará a gigante da tecnologia Apple, que oferecerá transmissões ao vivo e vídeos sob demanda exclusivamente em seu serviço de assinatura Apple TV.
Para a Apple, o acordo parece simples, mas é mais complexo para a F1, que ainda cresce nos EUA. A parceria representa uma oportunidade de crescimento, mas também um risco ao deixar a transmissão tradicional, que tem um público maior. Agora, para assistir, é necessário pagar US$ 12,99 por mês pelo Apple TV, o que pode reduzir o público.
Pouco antes do início da temporada, a Apple fez algo inesperado. Ela e a Netflix anunciaram um acordo cruzado de conteúdo sobre F1. A nova temporada da série documental “Drive to Survive” será exibida ao mesmo tempo na Netflix e no Apple TV nos EUA. Especialistas apontam que é a primeira vez que uma série original da Netflix aparece em uma plataforma concorrente.
A Apple, conhecida por séries como Ted Lasso, tem investido em programacao esportiva. Ela já detinha os direitos de transmissão da Major League Soccer. O envolvimento da Apple com a F1 começou com o filme “F1: The Movie”, no verão passado, que foi um grande sucesso.
No outono passado, a Apple foi mais longe e garantiu os direitos exclusivos da transmissão ao vivo da F1 nos EUA. O valor do contrato é de cerca de US$ 150 milhões por ano, segundo relatórios.
A ESPN disse que a audiência da F1 aumentou de uma média de 554 mil telespectadores por corrida em 2018 para 1,3 milhão em 2025, um aumento de 135%. Embora esse número seja menor que a média da NASCAR, o público da F1 é considerado mais afortunado e diversificado, além de ter um crescimento entre mulheres e minorias.
Os assinantes do Apple TV poderão acompanhar as corridas com uma experiência de várias telas, assistindo até quatro transmissões ao vivo simultaneamente. A Apple também anunciou que a Tubi transmitirá comentários alternativos para várias corridas, e o Yahoo Sports transmitirá sessões de treinos e classificação ao vivo.
A F1 diz estar confiante na nova parceria. O CEO do grupo, Derek Chang, destacou os vários pontos de contato da Apple, como Apple Music e Apple News, que vão além da televisão tradicional. Ele também elogiou o acordo com a Netflix, que inclui a simulatransmissão do Grande Prêmio do Canadá.
No entanto, alguns investidores da F1 não estão satisfeitos. Houve quem chamasse o acordo com a Apple de “um desastre”, com a percepção de que o Apple TV significa menos distribuição do que a ESPN teria. A Apple teria cerca de 45 milhões de assinantes no final de 2025, enquanto a ESPN tem cerca de 60 milhões de assinantes de TV paga.
Contudo, a análise da Wolfe Research discorda da ideia de que o acordo com a Apple seja negativo. O analista Peter Supino argumentou que a TV tradicional é uma plataforma inadequada para corridas da F1, que muitas vezes ocorrem de madrugada no fuso horário dos EUA. Ele acredita que a empresa por trás da F1 está subvalorizada e mantém uma avaliação positiva para suas ações.
Para a Apple, o investimento na F1 é visto como natural. Os US$ 150 milhões anuais são um valor pequeno para uma empresa que teve um lucro de US$ 112 bilhões no último ano fiscal. No entanto, para os fãs, significa o fim de simplesmente ligar a TV e encontrar uma corrida ao vivo.
A questão é se a perda do fã casual será significativa, ou se a ubiquidade dos produtos Apple e a capacidade de oferecer conteúdo personalizado em iPhones, Apple Music e até Apple Maps significarão mais acesso para os fãs, onde e quando eles quiserem. A ideia é integrar o esporte à vida do fã, através da tela, áudio e dispositivos.