Alerta falso de misantropia: relembre outros sustos no Brasil

Um alerta falso da Defesa Civil com a palavra "misantropia" assustou milhões de brasileiros entre a noite de sexta-feira, 19, e a madrugada de sábado, 20. O termo, que significa rejeição ou ódio à humanidade, apareceu nas telas de celulares em pelo menos sete estados do país. Moradores de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande receberam variações do aviso. A Defesa Civil informou que o disparo não estava ligado a nenhuma situação de risco real.
O Defesa Civil Alerta é uma ferramenta do Governo Federal para enviar avisos de emergência em casos de alagamentos, deslizamentos e vendavais. O objetivo é prevenir e reduzir os impactos desses eventos na população.
O secretário da Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou no sábado (20) que o disparo de 10 alertas falsos indica um ataque hacker. Foram nove mensagens pelo sistema Cell Broadcast e uma por SMS. Após a invasão, feita remotamente, a plataforma foi retirada do ar às 1h30 de sábado. A Defesa Civil Nacional informou que a Polícia Federal será acionada para investigar o caso. O sistema será religado quando as condições de segurança forem restabelecidas.
A Anatel reforçou que as mensagens não foram emitidas pelas autoridades e que os avisos são enviados exclusivamente pela Defesa Civil, usando a tecnologia Cell Broadcast.
Este não foi o primeiro alarme falso a surpreender os brasileiros. Em 14 de fevereiro de 2025, moradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais receberam um alerta do Google sobre um terremoto no mar, a 55 km de Ubatuba, no litoral paulista. A Defesa Civil dos dois estados informou que não emitiu o alerta e que não houve registro de abalo sísmico. O Centro de Sismologia da USP e o Observatório Sismológico da UnB confirmaram a ausência de terremoto. O Google desativou o sistema de alerta para Android e pediu desculpas pelo erro.
Em fevereiro de 2026, moradores da região de Curitiba receberam alertas sonoros falsos pelo Cell Broadcast. As mensagens apareciam em inglês e informavam se tratar de um "teste". A Defesa Civil do Paraná afirmou que os avisos não tiveram origem no CEPAR. Segundo o órgão, mensagens oficiais devem ser em português, com descrição do risco e orientações de segurança. A Secretaria Nacional de Defesa Civil acionou a Anatel para investigar a origem, mas não houve resposta oficial sobre quem disparou os alertas.