Robô chinês de 1,2m vira influenciador; será que trabalha?

O robô humanoide chinês Unitree G1, de 1,2 metro de altura, virou fenômeno nas redes sociais ao circular por cidades do mundo como influenciador. Criado para ser acessível, o robô conquistou milhões de seguidores, mas ainda enfrenta dúvidas sobre sua utilidade em tarefas tradicionais.
Na Polônia, Edward Warchocki, como foi batizado, foi levado ao parlamento, subiu montanhas e até foi "preso" por policiais em tom de brincadeira. Um vídeo em que ele espanta javalis em Varsóvia viralizou. O robô tem mais de 1 milhão de seguidores e bilhões de visualizações. O criador, Bartosz Idzik, diz que o robô só foi aceito quando passou a conversar com as pessoas por meio de um modelo de linguagem. Sem isso, era apenas uma máquina de 40 quilos que assustava os transeuntes.
O mesmo modelo é usado por outros influenciadores, como o "Rizzbot", que flerta em Austin, e o "Brickell Clanker", que dança com torcedores em Miami. A empresa Unitree, fabricante do robô, abrirá capital na bolsa chinesa. A empresa afirma ter vendido mais de 5.500 robôs em 2025, com preço médio abaixo de US$ 25 mil. Quase metade das vendas veio de fora da China.
Jake Cooperstein, de Miami, comprou uma versão mais robusta do G1 por US$ 66 mil. Ele usa o robô em festas e eventos, cobrando entre US$ 800 e US$ 1.200 por hora. Cooperstein diz que controla o robô remotamente na maioria das vezes, por medo de que ele cause acidentes. Apesar do sucesso, especialistas questionam se esses robôs conseguirão executar trabalhos convencionais, como linha de montagem ou limpeza doméstica.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma proibição de novos robôs humanoides fabricados na China. Modelos já aprovados, como o G1, podem continuar sendo vendidos, mas a próxima geração não poderá ser comercializada no país.
Leia também: a placa de notícias e nosso circuito de iptv.