Pix por QR Code: guia para pagar sem golpe

Antes de fazer um Pix por QR Code, vale conferir algumas informações para reduzir o risco de golpes e evitar transferências para a conta errada. Dados como o nome do destinatário e o valor da cobrança ajudam a identificar sinais de fraude antes da confirmação do pagamento. Embora esses cuidados não impeçam todos os tipos de golpe, eles diminuem as chances de prejuízo e tornam a operação mais segura.
O QR Code utilizado para pagamentos via Pix segue os padrões de segurança do sistema criado pelo Banco Central do Brasil. Quando é gerado por uma empresa, estabelecimento ou pessoa de confiança, é uma forma segura de fazer transferências. Em vez de digitar manualmente uma chave Pix ou os dados do recebedor, basta apontar a câmera do celular para o código para que as informações sejam preenchidas automaticamente.
O problema não está na tecnologia em si, mas no uso que criminosos podem fazer dela. Em alguns golpes, um QR Code legítimo é substituído por outro que direciona o pagamento para uma conta diferente. Também há situações em que códigos falsos são enviados por apps de mensagens, e-mails ou redes sociais para convencer a vítima de que está pagando uma compra ou um serviço verdadeiro.
Como toda transferência via Pix depende da autorização do usuário, escanear um QR Code não envia dinheiro automaticamente. Antes que a operação seja concluída, o aplicativo do banco apresenta um resumo com os principais dados do pagamento para que eles possam ser revisados. Essa etapa funciona como uma barreira de segurança e pode evitar prejuízos quando as informações são analisadas com atenção.
Depois de escanear um QR Code, o aplicativo do banco informa quem vai receber o dinheiro. Essa é uma das verificações mais importantes antes de autorizar a transferência. Se você estiver pagando uma loja física, o nome exibido deve corresponder ao estabelecimento. Em uma compra pela internet, o ideal é que o beneficiário seja compatível com a empresa ou com o vendedor. Se o nome exibido for completamente diferente do esperado, interrompa a operação.
Além do nome do destinatário, verifique se o valor exibido pelo aplicativo do banco corresponde exatamente ao que deve ser pago. Em muitos casos, o QR Code já preenche essa informação, mas alguns códigos exigem que o usuário informe o valor. Antes de confirmar, compare o valor exibido na tela com o preço informado pelo estabelecimento ou pela fatura.
Antes mesmo de escanear o código, observe se ele parece original. Criminosos podem colar um adesivo com outro QR Code sobre o verdadeiro para desviar o Pix. Fique atento a adesivos sobrepostos, impressão borrada ou papel mal fixado. Esse tipo de fraude pode ocorrer em locais onde os QR Codes ficam expostos ao público, como restaurantes, estacionamentos e feiras.
Receber um QR Code por WhatsApp, e-mails ou redes sociais não significa que ele seja seguro. Criminosos enviam códigos acompanhados de histórias convincentes, como cobranças falsas ou promoções inexistentes, para induzir a vítima a fazer o pagamento. Sempre confirme a origem da solicitação antes de escanear o código.
Criar a sensação de que o pagamento precisa ser feito imediatamente é uma estratégia comum em golpes. Mensagens como "última chance" ou "regularize agora" têm o objetivo de fazer com que a vítima aja sem revisar as informações. Sempre que houver pressão, pare e verifique o nome do destinatário, o valor e a origem do QR Code.
Depois de escanear o QR Code, o aplicativo do banco exibe uma tela de confirmação. Antes de concluir o Pix, revise todas as informações apresentadas. Se qualquer dado estiver diferente do esperado, interrompa a transação e solicite um novo QR Code. Utilize a versão mais recente do aplicativo do seu banco, pois as atualizações incluem correções de segurança.