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Malware, spyware ou trojan: entenda riscos ao seu Pix

Por WTW19 · · 3 min de leitura
Malware, spyware ou trojan: entenda riscos ao seu Pix
Malware, spyware ou trojan? Veja quais ameaças podem roubar seu Pix e seus dados — Foto: Reprodução/FellowNeko/Shutterstock

Roubo de dinheiro por Pix, captura de senhas e invasão de contas bancárias estão entre os prejuízos causados por aplicativos maliciosos. Muitos usuários ainda têm dificuldade para entender a diferença entre malware, spyware e trojan, termos comuns em notícias sobre golpes digitais. Para explicar como esses ataques funcionam, o TechTudo conversou com Santiago Pontiroli, pesquisador-chefe da Unidade de Pesquisa de Ameaças (TRU) da Acronis, e Fernando Serto, Field CTO da Akamai Technologies para a América Latina.

Malware, spyware ou trojan: qual é a diferença?

Cada um desses termos descreve uma característica diferente da ameaça. "Malware é o termo genérico para qualquer software malicioso. Spyware é um tipo de malware projetado para monitorar secretamente os usuários e roubar informações sensíveis, enquanto um trojan se disfarça de aplicativo legítimo para enganar as pessoas e fazê-las instalá-lo", explica Pontiroli. Ele acrescenta que um trojan também pode instalar outros malwares, roubar dados ou abrir uma porta de acesso remoto ao aparelho da vítima.

Na prática, essas classificações podem se sobrepor. Fernando Serto explica que um mesmo programa pode ser um trojan e, ao mesmo tempo, um spyware. "Para a maioria dos usuários, porém, memorizar essas definições não é o mais importante. O que realmente faz diferença é reconhecer comportamentos suspeitos, como um aplicativo solicitando permissões que não fazem sentido para sua função", afirma Serto.

Quais tipos de malware conseguem roubar Pix e dados bancários

Entre as ameaças voltadas a esse tipo de golpe, os trojans bancários estão entre os mais perigosos. "Trojans bancários e spywares continuam sendo as ameaças mais relevantes para usuários de aplicativos bancários no Brasil", afirma Serto. Ele explica que famílias como PixPirate, GoatRAT e BrasDex exploram os recursos de acessibilidade do Android para automatizar transações e sobrepor telas falsas aos aplicativos bancários.

Com acesso liberado pelo usuário, o malware passa a executar funções restritas. "Uma vez concedidas, as permissões de acessibilidade permitem monitorar a atividade do usuário, capturar credenciais, ler códigos de autenticação e até automatizar transações bancárias", explica Pontiroli. Versões mais sofisticadas conseguem alterar os dados de uma transferência para redirecionar o dinheiro aos criminosos.

Como aplicativos maliciosos chegam ao celular

A porta de entrada para esse golpe costuma ser o próprio usuário. Criminosos recorrem à engenharia social para convencer a vítima a instalar um aplicativo falso. "A maioria das infecções começa com engenharia social, e não com técnicas sofisticadas de invasão", explica Pontiroli. Ele acrescenta que baixar aplicativos de fontes desconhecidas e conceder permissões sem avaliar sua necessidade continuam entre os erros mais frequentes.

Embora instalar apps pela Google Play Store reduza os riscos, Serto lembra que malwares como Anubis e SharkBot já passaram pelos mecanismos de verificação da loja oficial. "O erro mais grave é conceder permissões sem entender o que elas permitem. Em especial, os Serviços de Acessibilidade merecem atenção", alerta.

Como se proteger

A proteção contra golpes bancários não depende de uma única ferramenta. "Não existe uma solução única capaz de eliminar completamente esse risco. A melhor proteção é combinar várias camadas de segurança", afirma Pontiroli. Ele recomenda manter o Google Play Protect ativado, utilizar um software de segurança para dispositivos móveis e verificar as permissões solicitadas por um aplicativo.

"Revisar cuidadosamente as permissões concedidas aos aplicativos continua sendo uma das defesas mais importantes contra trojans bancários", explica Serto. Ele também recomenda manter o sistema operacional atualizado e usar autenticação em duas etapas. Caso o usuário suspeite de um aplicativo malicioso, Pontiroli orienta entrar em contato com o banco, remover aplicativos suspeitos e, se necessário, restaurar o celular para as configurações de fábrica.

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