Instinto Materno: caso real que chocou o Texas na Netflix
O documentário Instinto Materno, dirigido por Jessica Dimmock, está entre os filmes mais vistos na Netflix. A produção aborda um crime ocorrido em 2020 no estado do Texas, nos Estados Unidos. Uma jovem grávida de 21 anos, Reagan Simmons-Hancock, teve o bebê arrancado do ventre pela melhor amiga, Tay

O documentário Instinto Materno, dirigido por Jessica Dimmock, está entre os filmes mais vistos na Netflix. A produção aborda um crime ocorrido em 2020 no estado do Texas, nos Estados Unidos. Uma jovem grávida de 21 anos, Reagan Simmons-Hancock, teve o bebê arrancado do ventre pela melhor amiga, Taylor Parker. O caso gerou repercussão nos Estados Unidos e também no Brasil.
O documentário acompanha os detalhes do crime, ocorrido em outubro de 2020 na cidade de New Boston. Reagan, que estava grávida de nove meses, foi encontrada morta em casa. A suspeita recaiu sobre Taylor Parker, que foi parada pela polícia enquanto dirigia em alta velocidade. Parker estava com um bebê natimorto no colo e afirmava que a criança era sua. Por meio de entrevistas e registros policiais, o filme traça um perfil psicológico de Taylor.
Taylor Rene Parker era fotógrafa amadora de casamentos e namorada de Wade Griffin. Anos antes do crime, ela havia realizado uma histerectomia, procedimento que impossibilita a gravidez. Ela também não possuía a fortuna milionária que alegava. Ex-amigas relataram que Taylor nutria uma obsessão por gravidez. Ela conheceu Reagan ao ser contratada como fotógrafa de seu casamento.
Reagan Simmons-Hancock tinha 21 anos e morava na mesma cidade que Taylor. As duas se tornaram amigas após o casamento de Reagan. No dia 9 de outubro de 2020, Taylor foi até a casa de Reagan, que estava sozinha com a filha de três anos. Segundo evidências forenses, Taylor desferiu golpes de faca contra a vítima. Após matá-la, realizou uma cesárea rudimentar para retirar o bebê, usando um bisturi e se orientando por vídeos na internet.
Horas depois, Taylor foi encontrada dirigindo em alta velocidade. Ao ser parada, alegou ter tido um parto em casa. Médicos e policiais desconfiaram que ela não havia entrado em trabalho de parto. Foi esclarecido que o bebê pertencia a Reagan. A criança foi retirada com vida, mas não resistiu e morreu durante o trajeto de carro.
Para manter a farsa da gravidez, Taylor criou ultrassonografias falsas e comprou uma barriga de silicone. Ela também pesquisou na internet sobre como realizar uma cesárea amadora e sobre a aparência de mulheres grávidas de nove meses.
Após ser detida, Taylor Parker foi acusada de homicídio qualificado e sequestro. Em 9 de novembro de 2022, ela foi condenada à pena de morte por decisão unânime do júri. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, três pedidos de revogação da sentença foram negados. Taylor Parker é a sétima mulher a receber a pena capital no Texas. Ela ainda está viva e aguarda a execução.
O documentário está disponível na Netflix com dublagem e legendas em português.