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Evite choque fatal em cães que roem cabos

A presença de animais de estimação em casa exige mais atenção à infraestrutura elétrica. Segundo o MSD Veterinary Manual, queimaduras na boca são as lesões mais comuns quando pets mordem cabos ligados na tomada, o que pode causar danos graves aos tecidos. A MSPCA-Angell alerta que o choque pode leva

Por WTW19 · · 4 min de leitura
Evite choque fatal em cães que roem cabos

A presença de animais de estimação em casa exige mais atenção à infraestrutura elétrica. Segundo o MSD Veterinary Manual, queimaduras na boca são as lesões mais comuns quando pets mordem cabos ligados na tomada, o que pode causar danos graves aos tecidos.

A MSPCA-Angell alerta que o choque pode levar a problemas não visíveis, como acúmulo de líquido nos pulmões. Por isso, é preciso monitorar o animal após um acidente para evitar casos fatais.

Para reduzir esses riscos, o planejamento de uma casa inteligente deve incluir organizadores de fios, canaletas e protetores de tomada. A Dra. Geovana Evangelista Alves, médica veterinária intensivista, reforça a necessidade de um ambiente seguro para os pets.

O portal Veterinary Partner aponta que qualquer animal que sofra uma descarga elétrica deve ser avaliado por um profissional. Isso porque traumas internos e arritmias cardíacas podem não aparecer de imediato.

O perigo das tomadas e fios energizados

Cabos expostos, tomadas sem proteção e extensões soltas pelo ambiente representam um perigo para cães e filhotes, aumentando o risco de choques. De acordo com o MSD Veterinary Manual, as queimaduras elétricas na boca são as lesões mais comuns e podem causar danos severos.

Além da possibilidade de fratura dentária, a corrente elétrica pode causar lesões que viram úlceras e ainda com potencial de necrose na região, alerta a veterinária Geovana Evangelista Alves.

Os acidentes podem evoluir de forma silenciosa. Muitos donos não percebem o perigo logo, pois nem sempre há sinais visíveis. Os choques podem afetar órgãos internos como pulmões e coração.

A MSPCA-Angell destaca que complicações como edema pulmonar podem surgir horas após o contato com a eletricidade. A conscientização da família é fundamental para criar um espaço seguro e evitar fatalidades.

Comportamento natural dos pets e riscos

Filhotes e animais jovens exploram o mundo com a boca por instinto. Esse comportamento é mais intenso durante a troca de dentição, já que morder ajuda a aliviar a dor e a coceira nas gengivas.

Fios, cabos e carregadores podem ser confundidos com brinquedos, aumentando o risco. Gatos também se atraem por fios que balançam, ficando vulneráveis mesmo com supervisão.

Os cães exploram o mundo utilizando a boca. No caso dos filhotes, o instinto é mais aflorado e é influenciado também pela troca de dentição; processo que dói e coça, logo eles procuram o que roer para aliviar essas sensações, explica a Dra. Geovana.

Fornecer brinquedos próprios de silicone, borracha ou até cubos de gelo é indicado. Supervisionar a interação com o ambiente ajuda a reduzir os riscos.

Sinais de choque elétrico

Mesmo que o dono não veja o acidente, é possível identificar sinais observando o comportamento do animal. Os sintomas podem incluir queimaduras ou lesões na boca, gengiva e língua.

Salivação excessiva, dificuldade para mastigar, esforço respiratório, tremores, desmaios ou fraqueza repentina também são indicativos. Em alguns casos, há pelo chamuscado ou odor de queimado perto do pet.

Queimaduras e lesões na boca, salivação excessiva, dificuldade para mastigar, esforço respiratório, tremores, desmaios e pelo chamuscado principalmente, alerta a veterinária.

Conforme o Veterinary Partner, traumas internos e arritmias podem não se manifestar logo. A observação cuidadosa e a ida rápida ao veterinário são importantes para evitar sequelas graves ou morte.

Medidas preventivas

Medidas simples no dia a dia podem reduzir muito o risco de choques. O portal Veterinary Partner orienta organizar cabos, proteger tomadas e evitar extensões soltas.

Equipamentos como carregadores e secadores devem ser desconectados quando não estiverem em uso. Fazer inspeções periódicas para achar fios desgastados também ajuda a prevenir acidentes.

O comportamento do animal é outro ponto. O MSD Veterinary Manual reforça que pets sem estímulos ou brinquedos podem morder cabos por tédio, aumentando os riscos.

Investir em enriquecimento ambiental e atenção supervisionada ajuda a redirecionar a energia do pet para atividades seguras. Criar rotinas de brincadeiras mantém o animal entretido e protegido.

Ações práticas para organizar fios

A organização dos cabos é uma forma eficiente de evitar acidentes. Segundo a MSPCA-Angell, o uso de canaletas e protetores de tomada mantém os fios longe do alcance dos animais.

Isso evita choques e queimaduras, além de facilitar a limpeza. Manter os cabos bem posicionados impede que os pets confundam a fiação com brinquedos.

Planejar a instalação elétrica, colocando cabos atrás de móveis ou em passadores de plástico, cria um ambiente seguro. A Dra. Geovana reforça que essas medidas, com a oferta de brinquedos, protegem a saúde dos pets.

Com atenção contínua, baseada em práticas de segurança veterinária, é possível reduzir riscos e permitir que a tecnologia conviva em harmonia com os animais.

A matéria contém informações das fontes MSPCA, Veterinary Partner e MSD Manual.

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