CIN Digital: vale a pena emitir o novo RG agora?
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo documento que substituirá o RG tradicional no Brasil. Diferentemente do modelo antigo, que podia ter numeração diferente em cada estado, a nova identidade utiliza o CPF como registro único nacional, além de possuir versão digital integrada ao aplicati

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo documento que substituirá o RG tradicional no Brasil. Diferentemente do modelo antigo, que podia ter numeração diferente em cada estado, a nova identidade utiliza o CPF como registro único nacional, além de possuir versão digital integrada ao aplicativo gov.br. A proposta do governo é tornar a identificação dos cidadãos mais segura, reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos.
A resposta sobre se vale a pena emitir a CIN agora depende da situação de cada pessoa. Para quem já usa com frequência serviços digitais do governo, costuma valer a pena fazer a troca agora. A CIN funciona integrada ao aplicativo gov.br e permite acessar a versão digital do documento pelo celular, além de facilitar o login em plataformas públicas que exigem validação de identidade. A nova carteira utiliza o CPF como número único nacional, o que reduz problemas causados por diferentes números de RG em cada estado.
A CIN também traz recursos de segurança adicionais, como QR Code para validação de autenticidade e integração com biometria facial. Na prática, isso ajuda a diminuir fraudes e torna o documento mais confiável em serviços presenciais e digitais.
Por outro lado, não existe obrigação imediata para a maior parte da população. Quem ainda possui um RG em bom estado e não precisa acessar recursos digitais do governo com frequência, pode esperar mais algum tempo para fazer a emissão. O RG antigo continua válido em todo o país até 2032, segundo o decreto 10.877/2022. Contudo, é necessário que ele esteja legível e em boas condições de uso.
Nem todo brasileiro precisa correr para emitir a nova CIN neste momento. O cenário muda para pessoas que participam de programas sociais do Governo Federal. Para beneficiários que ainda não possuem cadastro biométrico em bases oficiais, a CIN passará a ser exigida antes dos demais cidadãos, com prazo até o último dia de 2026. Quem recebe benefícios e já possui biometria cadastrada terá um prazo maior para se adequar às novas regras, com obrigatoriedade somente em janeiro de 2028.
O governo também prevê exceções para alguns grupos em relação ao cadastro biométrico. Pessoas acima de 80 anos, migrantes, refugiados, apátridas, brasileiros residentes no exterior, cidadãos com dificuldade de deslocamento por questões de saúde ou deficiência e moradores de regiões consideradas de difícil acesso não possuem obrigatoriedade de realizar o procedimento.
A emissão da CIN começa presencialmente. O cidadão precisa agendar atendimento no órgão responsável do seu estado, como institutos de identificação, Poupatempo, Detran ou Polícia Civil. O agendamento normalmente pode ser feito pela Internet, usando os serviços estaduais disponíveis no portal gov.br.
O primeiro requisito para ter a CIN Digital é possuir a nova Carteira de Identidade Nacional física. A versão digital não é emitida separadamente e depende da leitura do QR Code presente no documento impresso. Também é necessário ter uma conta gov.br com nível prata ou ouro. A emissão da primeira via da CIN é gratuita em todo o país.
O prazo para tirar a CIN varia conforme o estado e a demanda de atendimento. Em alguns locais, a emissão da carteira física pode levar poucos dias. Em outros, o processo pode demorar várias semanas, especialmente em períodos de alta procura.