Bancos digitais entram no mercado de celular
Bancos digitais agora oferecem planos de celular diretamente em seus aplicativos. Serviços como o NuCel, do Nubank, e o Intercel, do Banco Inter, permitem que clientes contratem internet móvel, acompanhem o consumo de dados e paguem a mensalidade sem sair da conta digital. O PicPay também entrou nes

Bancos digitais agora oferecem planos de celular diretamente em seus aplicativos. Serviços como o NuCel, do Nubank, e o Intercel, do Banco Inter, permitem que clientes contratem internet móvel, acompanhem o consumo de dados e paguem a mensalidade sem sair da conta digital. O PicPay também entrou nesse mercado com um eSIM internacional para correntistas.
O NuCel é contratado dentro do aplicativo do Nubank. O cliente escolhe o plano, ativa a linha e acompanha o consumo e a cobrança no próprio app. Ele utiliza a rede da Claro e funciona como uma operadora móvel virtual. Os planos são mensais, com franquia de internet e chamadas ilimitadas no Brasil. Os valores partem de R$ 45 por mês para 25 GB, com opções de 30 GB por R$ 60 e 40 GB por R$ 70.
O Intercel permite contratar e gerenciar o plano de celular dentro do aplicativo do Banco Inter. O serviço usa a infraestrutura da Vivo e também segue o modelo de operadora móvel virtual. Entre as ofertas pré-pagas estão 6 GB por R$ 17 (válido por 15 dias), 20 GB por R$ 30, 25 GB por R$ 45 e 30 GB por R$ 55, estes últimos com validade de 30 dias.
O PicPay oferece um eSIM global dentro do aplicativo para clientes do segmento Epic. A ativação é digital. A conectividade é fornecida por meio da plataforma da Gigs. É um serviço de dados móveis internacional, diferente de um plano celular nacional. Clientes elegíveis recebem 10 GB de internet válidos por um ano, com cobertura em mais de 150 destinos.
A principal mudança para o consumidor está na forma de contratação e gestão do serviço. Nos bancos digitais, todo o processo acontece dentro do aplicativo do banco. O formato pode simplificar a experiência, centralizando serviços, e facilitar o controle de gastos, com o pagamento integrado à conta.
Por outro lado, os planos dos bancos costumam ser mais simples do que os das grandes operadoras, como Vivo, Claro e TIM. Estas ainda têm maior variedade de pacotes, ofertas familiares e combos. A cobertura e a qualidade do sinal dependem diretamente da rede da operadora parceira que o banco utiliza.
Os bancos digitais não operam redes próprias de telecomunicações. Eles firmam parcerias com empresas do setor para oferecer os planos. Na prática, o banco atua como intermediário. O usuário contrata pelo app, mas a conexão usa a infraestrutura de uma operadora tradicional. Essa estratégia faz parte da expansão dos chamados superapps, que reúnem vários serviços em um só lugar.
Esse modelo é conhecido como operadora móvel virtual (MVNO). Uma MVNO oferece serviços de telefonia móvel sem ter infraestrutura própria. Ela aluga capacidade de uma operadora tradicional. A MVNO fica responsável pela marca, planos, cobrança e atendimento. No Brasil, o modelo é regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A escolha entre os serviços depende do tipo de uso. O NuCel e o Intercel funcionam como planos de celular tradicionais, com franquia de dados e chamadas nacionais. Para quem quer substituir um plano convencional, essas podem ser opções adequadas. O eSIM do PicPay tem proposta diferente, focada em conectividade internacional, sendo mais interessante para quem viaja com frequência.