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7 avanços que mudaram o smartphone para sempre

Por WTW19 · · 7 min de leitura
7 avanços que mudaram o smartphone para sempre
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Pagamentos por aproximação com NFC, reconhecimento facial e digital para desbloqueio, Inteligência Artificial (IA) integrada e câmeras com zoom avançado são alguns dos recursos que transformaram a experiência de uso dos smartphones nos últimos anos. Essas tecnologias, que antes pareciam futuristas, já fazem parte da rotina dos usuários e foram incorporadas ao mercado, mudando a forma como as pessoas interagem com seus celulares.

Por trás dessa evolução, a indústria de smartphones segue em constante transformação, com fabricantes buscando novas soluções para atender às demandas de consumidores cada vez mais conectados. O TechTudo reuniu sete avanços em celulares que mudaram o mercado, ampliaram as possibilidades de uso e ajudaram a consolidar a tecnologia presente nos aparelhos atuais.

NFC

A sigla NFC vem de "Near Field Communication" (Comunicação por Campo Próximo), tecnologia que permite a troca rápida de informações entre dispositivos próximos. Nos smartphones, o recurso é usado para a leitura de etiquetas inteligentes e o compartilhamento de dados, mas sua principal aplicação está nos pagamentos por aproximação, o que transforma o celular em uma espécie de carteira digital. Se antes era necessário carregar dinheiro em espécie ou cartões físicos, hoje muitas pessoas conseguem fazer compras usando apenas o smartphone.

A tecnologia foi implementada pela primeira vez em um celular em 2004, com o lançamento do Panasonic P506iC no Japão. No entanto, o NFC só começou a ganhar espaço no mercado global alguns anos depois e, desde então, passou por uma rápida expansão. Atualmente, o recurso é considerado essencial na escolha de um smartphone, especialmente por oferecer mais praticidade no dia a dia.

Além de estar presente em aparelhos premium, o NFC vem se tornando cada vez mais democrático, chegando também a celulares de entrada e intermediários. Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), 72% dos brasileiros já utilizam pagamentos por aproximação. Embora o cartão físico ainda seja o principal meio, o celular já ganha espaço como uma alternativa de pagamento cada vez mais comum.

Smartphones dobráveis

Os smartphones dobráveis representam um dos maiores avanços da indústria móvel nas últimas décadas. A ideia de um aparelho com tela flexível parecia impossível há alguns anos, mas esse conceito começou a ganhar forma em 2018, com o lançamento do Royole FlexPai, considerado o primeiro celular dobrável do mundo e responsável por abrir caminho para uma nova categoria de dispositivos.

Apesar do pioneirismo, o modelo da fabricante chinesa Royole teve distribuição limitada e funcionou mais como uma demonstração tecnológica do que como um produto voltado ao grande público. A popularização dos dobráveis começou de fato em 2019, quando a Samsung apresentou a primeira geração da linha Galaxy Z Fold. Desde então, diversas marcas passaram a investir no segmento, que continua recebendo novos modelos e aprimoramentos ano após ano.

Mesmo com a evolução da tecnologia, os smartphones dobráveis ainda são complexos de fabricar, o que mantém os preços elevados e restringe sua adoção a um público mais específico. Além dos modelos no formato livro, com telas internas que podem ultrapassar 8 polegadas, o mercado também conta com aparelhos do tipo Flip, inspirados em celulares icônicos como o Motorola Razr V3.

Reconhecimento facial e digital

Por muito tempo, tecnologias de reconhecimento facial e de impressões digitais foram associadas a sistemas de segurança avançados e a filmes de espionagem. Antes da popularização desses recursos, a proteção dos celulares dependia exclusivamente de senhas numéricas, padrões de desenho e códigos alfanuméricos, métodos que exigiam mais tempo e nem sempre ofereciam a mesma praticidade. Atualmente, as soluções biométricas permitem desbloquear o aparelho em poucos segundos, o que torna a experiência mais rápida e intuitiva.

No caso da autenticação por impressão digital, um dos pioneiros foi o Motorola Atrix 4G, lançado em 2011 com um leitor integrado ao botão de energia. Com o passar dos anos, a tecnologia evoluiu e foi adotada por diversas fabricantes, que passaram a incorporar sensores dedicados e, posteriormente, leitores sob a tela. Já o reconhecimento facial estreou no mesmo ano com o Galaxy Nexus e o Android 4.0, mas ganhou maior confiança do público apenas em 2017, quando a Apple apresentou o Face ID no iPhone X.

Desde então, as duas tecnologias se tornaram cada vez mais seguras e acessíveis, o que impulsionou a adesão dos consumidores e reduziu a dependência das senhas tradicionais. Hoje, leitores de digitais e sistemas de reconhecimento facial estão presentes em praticamente todas as categorias de smartphones, desde modelos básicos até os mais avançados.

Baterias de silício-carbono

As baterias de silício-carbono representam uma evolução das tradicionais baterias de íon de lítio, que dominaram o mercado de smartphones por décadas. A tecnologia substitui parte do grafite presente no ânodo por partículas de silício, o que aumenta a densidade energética e permite armazenar mais carga em menos espaço. Na prática, isso possibilita celulares mais finos, com baterias maiores e maior autonomia, reduzindo uma das principais limitações enfrentadas pelos usuários nos primeiros anos dos smartphones.

O primeiro celular equipado com uma bateria de silício-carbono foi o Huawei Magic5 Pro, apresentado em 2023 para o mercado chinês e posteriormente exibido ao público internacional durante a Mobile World Congress (MWC), na Espanha. Desde então, a tecnologia vem despertando o interesse da indústria e dos consumidores, principalmente por permitir capacidades superiores a 6.000 mAh sem comprometer a espessura dos aparelhos.

Atualmente, as baterias de silício-carbono são encontradas principalmente em smartphones chineses de marcas como Huawei, realme, OPPO e Honor. Outras fabricantes começaram a adotar a tecnologia recentemente, como a Samsung, que apresentou seus primeiros dispositivos com esse tipo de componente em 2026. Ainda assim, a solução está longe de ser uma unanimidade no mercado: empresas como a Apple continuam apostando nas tradicionais baterias de íon de lítio, o que faz com que a novidade permaneça restrita, em sua maioria, aos celulares chineses.

Carregamento ultrarrápido

Recarregar o celular em poucos minutos nem sempre foi uma realidade. Nos primeiros anos dos smartphones, mesmo com baterias menores, era comum esperar entre duas e três horas para completar uma carga, o que tornava o processo demorado e pouco prático para quem dependia do aparelho ao longo do dia. Com a evolução do carregamento rápido, fabricantes passaram a investir em potências cada vez maiores, o que transformou a velocidade de recarga em um dos principais critérios na escolha de um novo celular.

Atualmente, alguns modelos conseguem recuperar toda a bateria em menos de meia hora. Segundo testes do site GSM Arena, o Xiaomi 14T Pro, lançado em 2024, vai de 0% a 100% em apenas 23 minutos graças ao carregamento de 120 W. Outros smartphones disponíveis no Brasil, como o realme GT 7 Pro e o RedMagic 10 Pro, completam o processo em cerca de 35 minutos. Apesar dos avanços, a tecnologia ainda está concentrada principalmente em aparelhos intermediários premium e topo de linha, enquanto modelos mais básicos continuam oferecendo velocidades mais modestas.

Câmeras com zoom óptico avançado

As fotos com zoom de alta qualidade começaram a ganhar espaço no mercado em 2013, embora de uma forma diferente da que conhecemos atualmente. Na época, fabricantes como Samsung e Asus apostaram em celulares híbridos com câmera, casos do Galaxy S4 Zoom e do Zenfone Zoom, com o modelo sul-coreano oferecendo zoom óptico de até 10x. Antes disso, ampliar uma imagem no smartphone significava recorrer ao zoom digital, que reduzia drasticamente a qualidade das fotos e limitava o uso do recurso no dia a dia.

A popularização do zoom avançado em celulares convencionais aconteceu alguns anos depois, com a chegada de lentes periscópio telefoto em modelos como o Huawei P30 Pro e o Galaxy S20 Ultra. Atualmente, aparelhos como o JOVI X300 Ultra e o OPPO Find X9 Pro contam com sensores dedicados de até 200 MP para ampliar imagens com mais nitidez e alcance. Apesar da evolução e da boa adesão do público, as soluções mais sofisticadas ainda permanecem concentradas em smartphones intermediários premium e topo de linha, sendo raras nos modelos de entrada.

Inteligência Artificial integrada

A Inteligência Artificial integrada aos smartphones é um avanço relativamente recente, mas já se tornou uma das principais apostas da indústria. Se antes os celulares dependiam exclusivamente de aplicativos e comandos tradicionais, hoje eles contam com ferramentas capazes de resumir textos, editar imagens, traduzir conversas em tempo real e até automatizar tarefas do dia a dia. Fabricantes como Apple e Samsung lideram esse movimento com plataformas próprias, como a Apple Intelligence e a Galaxy AI.

Nos últimos lançamentos, a inteligência artificial ganhou tanto destaque quanto as melhorias de hardware. Durante eventos recentes, como os anúncios da linha Galaxy S26 e dos novos dobráveis da Samsung, os recursos baseados em IA ocuparam posição central nas apresentações, o que reforça a proposta de tornar os smartphones mais inteligentes e personalizados. Apesar do rápido avanço, as funções mais sofisticadas ainda estão concentradas em modelos premium, embora soluções mais simples já comecem a chegar a aparelhos intermediários e de entrada.

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